sábado, 28 de março de 2015

sábado, 21 de março de 2015

Estamos em Greve!


ESTAMOS EM GREVE!

Prezados pais,

Nós, professores da rede estadual de ensino do estado de São Paulo, executamos uma das mais importantes funções sociais. Nossa profissão exige grande responsabilidade e somos submetidos a muitas horas de trabalhos diários; trabalhamos, na maioria das vezes, em mais de uma escola. Convivemos com salas superlotadas, sofremos assédio moral constante por parte dos nossos gestores, e ainda temos que conviver com baixos salários.
As escolas públicas estão sucateadas e, para piorar ainda essa situação calamitosa, o governo Alckmin (PSDB), no final do ano passado, cortou verbas para a compra de material de escritório, de limpeza e para pequenas obras. Este ano, ainda não entregou os kits de materiais escolares para todos os alunos. Tudo isso nos impede de ensinar e os alunos não aprendem o suficiente! 
Aqui em São Paulo, a falta de água chegou também nas escolas. O racionamento que era sentido em nossas casas, agora, já é realidade em muitas escolas prejudicando a alimentação das crianças e a limpeza das unidades escolares. Por isso decidimos entrar em greve!
Nossa pauta é ampla, pois os problemas nas escolas são diversos. Vejam algumas reinvindicações:
     Nós, professores da rede estadual de ensino do estado de São Paulo, executamos uma das mais importantes funções sociais. Nossa profissão exige grande responsabilidade e somos submetidos a muitas horas de trabalhos diários; trabalhamos, na maioria das vezes, em mais de uma escola. Convivemos com salas superlotadas, sofremos assédio moral constante por parte dos nossos gestores, e ainda temos que conviver com baixos salários.
As escolas públicas estão sucateadas e, para piorar ainda essa situação calamitosa, o governo Alckmin (PSDB), no final do ano passado, cortou verbas para a compra de material de escritório, de limpeza e para pequenas obras. Este ano, ainda não entregou os kits de materiais escolares para todos os alunos. Tudo isso nos impede de ensinar e os alunos não aprendem o suficiente! 
Aqui em São Paulo, a falta de água chegou também nas escolas. O racionamento que era sentido em nossas casas, agora, já é realidade em muitas escolas prejudicando a alimentação das crianças e a limpeza das unidades escolares. Por isso decidimos entrar em greve!
Nossa pauta é ampla, pois os problemas nas escolas são diversos. Vejam algumas reivindicações:
  • Reabertura das classes e períodos fechados; imediato desmembramento das salas superlotadas;
  •  Máximo de 25 alunos por sala desde o primeiro ciclo do Ensino Fundamental ao Ensino Médio;  
  • Garantia de condições adequadas de infraestrutura em todas as escolas (bibliotecas, espaços poliesportivos, salas confortáveis, materiais didáticos diversificados entre outros)
  • Água em todas as escolas, para todos;
  • Fim do corte de verbas para as escolas;
  •   Pela ampliação dos repasses para as escolas;
  • Continuidade do transporte escolar gratuito para os estudantes;
  •   Aumento nos salários dos professores para equiparação salarial;
  • Por uma nova forma de contratação de professores temporários, com garantia de direitos;
        

Vamos lutar por uma escola pública e de qualidade para nossos filhos!


Caros Pais,contamos com a compreensão e ajuda de todos vocês, pois só assim esses problemas deixarão de existir! Lembramos que a participação da família na vida escolar dos alunos é de fundamental importância para o êxito do processo de ensino-aprendizagem.



Importância das Greves


Na última assembleia (13/03), nós, professores do MEOB, propusemos um calendário diferente para nossas lutas desse ano. Alertamos tanto a direção do sindicato, quanto a atual oposição, sobre a desorganização do processo de deflagração de uma greve sem a devida organização. Apresentamos nossas preocupações quanto a uma possível derrota política e sindical, o que poderia comprometer nossa ação e não garantir nossos direitos, causando sim, mais desgaste para a entidade, para a categoria e, consequentemente, para a forma de luta. Nossa proposta foi vencida e a assembleia deflagrou greve!
Agora vamos todos para as escolas construirmos uma GREVE vitoriosa!

Importância das Greves

Nossa classe conhece muito bem a importância das nossas lutas, pois, foram através das greves que garantimos tanto a maioria das leis que hoje nos protege do assédio do governo, como também impedimos a destruição do ensino público. Tomemos como exemplo dois momentos históricos dessas lutas: em 1989 fizemos uma greve de 90 dias, inclusive com repressão da polícia militar, essa luta impediu a concretização da privatização da educação pública (via modelo chileno), impediu também a municipalização do ensino e derrubamos o secretário de educação do “governo Quércia”; em 1993 organizamos uma greve de 89 dias, com ações que iam desde a ocupamos da Assembleia Legislativa por 4 dias, até atos com paralização de vias públicas. Essas ações colocamos em xeque o projeto privatizante chamado de “escola padrão” imposto pelo “governo Fleury”.
Portanto, sabemos os significados que têm  greves bem organizadas e  nossas lutas por direitos ou para defendê-los. Sabemos também que se cada professor por si só é de todo impotente, em sua luta contra o governo, torna-se claro que os professores devem necessariamente defender juntos as suas reivindicações, devem necessariamente declarar-se em greve para impedir que os governos baixem os salários, ou degradem o ambiente de trabalho.  Em todos os lugares, os trabalhadores se sentem impotentes quando atuam individualmente e só podem opor resistência aos patrões e governos se estiverem unidos, quer declarando-se em greve, quer ameaçando com a greve.
É na greve, que tomamos consciência da exploração. Se agirmos individualmente o governo nos sufoca com suas leis quando, porém, nós professores lutamos juntos a coisa muda. Quando os professores enfrentam sozinhos os governos continuam sendo verdadeiros “escravos”, que trabalham eternamente para um estranho, por um pedaço de pão, como assalariados eternamente submissos e silenciosos. Mas, quando os professores levantam juntos suas reivindicações, e se negam a submeter-se a quem tem a “caneta de ouro”, deixam então de ser escravos, convertem-se em humanos  começam a exigir que seu trabalho não sirva somente para enriquecer a um punhado de parasitas, mas que permita aos trabalhadores viver como pessoas. Os “escravos” começam a apresentar a reivindicação de se transformar em donos: trabalhar e viver não como queiram  esses parasitas, mas como queiram os próprios trabalhadores.
As greves são sempre temidas pelos patrões e pelos governos porque começam a fazer vacilar seu domínio. Quando os professores se negam a trabalhar, todo o processo educacional ameaça paralisar-se. Cada greve lembra aos governos que os verdadeiros “donos da educação” não são eles, e sim os professores, que proclamam seus direitos com força crescente. Cada greve, desde que bem organizada, lembra aos professores que sua situação não é desesperada e que não estão sós. Vejam que enorme influência exerce uma greve tanto sobre os grevistas como sobre os professores das escolas vizinhas ou próximas. Atualmente, nós professores pacíficos, arrastamos em silêncio nossa carga, não reclamamos, não refletimos sobre nossa situação, pois até os HTPCs nos foram furtados. Mas, durante uma greve, o professor proclama em voz alta suas reivindicações, lembra aos governos todos os atropelos de que tem sido vítima, proclama seus direitos, não pensa apenas em si ou no seu salário, mas pensa também em todos os seus companheiros, que abandonaram o trabalho junto com ele e que defendem a mesma luta sem medo das provações. É bem verdade que toda greve acarreta ao professor grande número de privações: atraso no aluguel, na prestação do carro, perda do salário, e até em casos extremos, detenções. Mesmo diante desses problemas muitos professores das escolas próximas sentem entusiasmo sempre que veem que seus companheiros iniciaram a luta.
Quando a greve é bem organizada, basta que se declare em greve uma escola para que imediatamente comece uma série de greves em muitas outras escolas. Como é grande a influência moral das greves, como é contagiante a influência que exerce nos professores ver seus companheiros, que, embora temporariamente, se transformam de “escravos”  em pessoas com os mesmos direitos dos ricos!
A greve ensina os professores a compreenderem onde repousa a força dos governos e onde a dos professores, ensina a pensarem não só em seu “patrão” e em seus companheiros mais próximos, mas em todos “os patrões”, ensina a questionar todo o sistema lastreados por leis e regras injustas.
Muitos professores ignoram as leis, acreditando nas falácias do governo, em particular os altos funcionários (Coordenadores, Diretores, Supervisores e Dirigentes de Ensino), razão pela qual dá, frequentemente, crédito a tudo isso. Quando eclode, porém, uma greve, apresentam-se na escola o diretor, o coordenador, o supervisor, e então os professores percebem que infringiram a lei: a lei permite aos diretores "reunir-se e tratar abertamente sobre a maneira de conduzir antidemocraticamente uma escola, ao passo que os professores quando questionam         as arbitrariedades impostas pelos governos, logo, são tachados de delinquentes, subversivos “desconstrutores” do projeto coletivo. A repressão faz o professor começar a entender que as leis são ditadas em benefício exclusivo dos ricos para naturalizar a barbárie, o professores passam a observar também quem são aqueles que equivocadamente  defendem os interesses do governo, que tenta “tapar a boca do povo trabalhador” que silencia o trabalhador para que não  exprima suas necessidades. O professor também percebe nesse momento que a classe trabalhadora deve necessariamente arrancar o direito de greve, o direito de participar numa assembleia popular representativa encarregada de promulgar as leis e de velar por seu cumprimento.
Por sua vez, o governo compreende muito bem que as greves abrem os olhos dos professores, razão por que tanto as teme e se esforça a todo custo para sufocá-las quanto antes possível. Nesse sentido, durante cada greve cresce e desenvolve-se nos professores a consciência de que o governo é seu inimigo e de que a classe trabalhadora deve preparar-se para lutar contra ele pelos direitos do povo.
Assim, as greves ensinam os professores a unirem-se, as greves fazem-nos ver que somente unidos podemos aguentar a luta contra os patrões e governos, as greves ensinam os professores a pensarem na luta de toda a classe trabalhadora contra toda a classe patronal e contra o governo “autoritário” e policialesco.
“desconstrutores” do projeto coletivo. A repressão faz o professor começar a entender que as leis são ditadas em benefício exclusivo dos ricos para naturalizar a barbárie, o professores passam a observar também quem são aqueles que equivocadamente  defendem os interesses do governo, que tenta “tapar a boca do povo trabalhador” que silencia o trabalhador para que não  exprima suas necessidades. O professor também percebe nesse momento que a classe trabalhadora deve necessariamente arrancar o direito de greve, o direito de participar numa assembleia popular representativa encarregada de promulgar as leis e de velar por seu cumprimento.
Por sua vez, o governo compreende muito bem que as greves abrem os olhos dos professores, razão por que tanto as teme e se esforça a todo custo para sufocá-las quanto antes possível. Nesse sentido, durante cada greve cresce e desenvolve-se nos professores a consciência de que o governo é seu inimigo e de que a classe trabalhadora deve preparar-se para lutar contra ele pelos direitos do povo.
Assim, as greves ensinam os professores a unirem-se, as greves fazem-nos ver que somente unidos podemos aguentar a luta contra os patrões e governos, as greves ensinam os professores a pensarem na luta de toda a classe trabalhadora contra toda a classe patronal e contra o governo “autoritário” e policialesco. 

quinta-feira, 19 de março de 2015

Balanço parcial da Greve dos comandos do MEOB - 19/03/2015


Caso tenha informações diferentes publique aqui (nesta postagem) para as devidas alterações e para ajudar o crescimento da nossa greve.

"AMANHÃ SERÁ MAIOR"





MEOB - Assembleia de Professores - APEOESP - 13/03/2015



Apontamentos do MEOB sobre a greve! 



Na última assembleia, nós, professores do MEOB, propusemos um calendário diferente para nossas lutas desse ano. Alertamos tanto a direção do sindicato, quanto a atual oposição, sobre a desorganização do processo de deflagração de uma greve sem a devida organização. Apresentamos nossas preocupações quanto a uma possível derrota política e sindical, o que poderia comprometer nossa ação e não garantir nossos direitos, causando sim, mais desgaste  para a entidade, para a categoria e, consequentemente, para a forma de luta. 
Nossa proposta foi  vencida e a assembleia deflagrou greve!
Agora vamos todos para as escolas construirmos uma GREVE vitoriosa!


Leia mais em nosso informativo "Importância das Greves"




Acessem:
 Blog: http://educaorgpelabase.blogspot.com.br/

Facebook: https://www.facebook.com/educadoressantoamaro.apeoesp