domingo, 12 de março de 2017

Assembleia Estadual APEOESP - 15.03.2017 - 14h - Praça da República


Greve Nacional da Educação - 15.03.2017


Importância das Greves


“Ai daqueles que pararem com sua capacidade de sonhar, de invejar sua coragem de anunciar e denunciar. Ai daqueles que, em lugar de visitar de vez em quando o amanha pelo profundo engajamento com o hoje, com o aqui e o agora, se atrelarem a um passado de exploração e de rotina”. (Freire)
Importância das Greves

Nossa classe conhece muito bem a importância das nossas lutas, pois, foram através das greves que garantimos tanto a maioria das leis que hoje nos protege do assédio do governo, como também impedimos a destruição do ensino público. Tomemos como exemplo dois momentos históricos dessas lutas: em 1989 fizemos uma greve de 90 dias, inclusive com repressão da polícia militar, essa luta impediu a concretização da privatização da educação pública (via modelo chileno), impediu também a municipalização do ensino e derrubamos o secretário de educação do “governo Quércia”; em 1993 organizamos uma greve de 89 dias, com ações que iam desde a ocupamos da Assembleia Legislativa por 4 dias, até atos com paralisação de vias públicas. Essas ações colocamos em xeque o projeto privatizante chamado de “escola padrão” imposto pelo “governo Fleury”.
Portanto, sabemos os significados que têm  greves bem organizadas e  nossas lutas por direitos ou para defendê-los. Sabemos também que se cada professor por si só é de todo impotente, em sua luta contra o governo, torna-se claro que os professores devem necessariamente defender juntos as suas reivindicações, devem necessariamente declarar-se em greve para impedir que os governos baixem os salários, ou degradem o ambiente de trabalho.  Em todos os lugares, os trabalhadores se sentem impotentes quando atuam individualmente e só podem opor resistência aos patrões e governos se estiverem unidos, quer declarando-se em greve, quer ameaçando com a greve.
É na greve, que tomamos consciência da exploração. Se agirmos individualmente o governo nos sufoca com suas leis quando, porém, nós professores lutamos juntos a coisa muda. Quando os professores enfrentam sozinhos os governos continuam sendo verdadeiros “escravos”, que trabalham eternamente para um estranho, por um pedaço de pão, como assalariados eternamente submissos e silenciosos. Mas, quando os professores levantam juntos suas reivindicações, e se negam a submeter-se a quem tem a “caneta de ouro”, deixam então de ser escravos, convertem-se em humanos  começam a exigir que seu trabalho não sirva somente para enriquecer a um punhado de parasitas, mas que permita aos trabalhadores viver como pessoas. Os “escravos” começam a apresentar a reivindicação de se transformar em donos: trabalhar e viver não como queiram  esses parasitas, mas como queiram os próprios trabalhadores.


As greves são sempre temidas pelos patrões e pelos governos porque começam a fazer vacilar seu domínio. Quando os professores se negam a trabalhar, todo o processo educacional ameaça paralisar-se. Cada greve lembra aos governos que os verdadeiros “donos da educação” não são eles, e sim os professores, que proclamam seus direitos com força crescente. Cada greve, desde que bem organizada, lembra aos professores que sua situação não é desesperada e que não estão sós. Vejam que enorme influência exerce uma greve tanto sobre os grevistas como sobre os professores das escolas vizinhas ou próximas. Atualmente, nós professores pacíficos, arrastamos em silêncio nossa carga, não reclamamos, não refletimos sobre nossa situação, pois até os HTPCs nos foram furtados. Mas, durante uma greve, o professor proclama em voz alta suas reivindicações, lembra aos governos todos os atropelos de que tem sido vítima, proclama seus direitos, não pensa apenas em si ou no seu salário, mas pensa também em todos os seus companheiros, que abandonaram o trabalho junto com ele e que defendem a mesma luta sem medo das provações. É bem verdade que toda greve acarreta ao professor grande número de privações: atraso no aluguel, na prestação do carro, perda do salário, e até em casos extremos, detenções. Mesmo diante desses problemas muitos professores das escolas próximas sentem entusiasmo sempre que veem que seus companheiros iniciaram a luta.
Quando a greve é bem organizada, basta que se declare em greve uma escola para que imediatamente comece uma série de greves em muitas outras escolas. Como é grande a influência moral das greves, como é contagiante a influência que exerce nos professores ver seus companheiros, que, embora temporariamente, se transformam de “escravos”  em pessoas com os mesmos direitos dos ricos!
A greve ensina os professores a compreenderem onde repousa a força dos governos e onde a dos professores, ensina a pensarem não só em seu “patrão” e em seus companheiros mais próximos, mas em todos “os patrões”, ensina a questionar todo o sistema lastreados por leis e regras injustas.
Muitos professores ignoram as leis, acreditando nas falácias do governo, em particular os altos funcionários (Coordenadores, Diretores, Supervisores e Dirigentes de Ensino), razão pela qual dá, frequentemente, crédito a tudo isso. Quando eclode, porém, uma greve, apresentam-se na escola o diretor, o coordenador, o supervisor, e então os professores percebem que infringiram a lei: a lei permite aos diretores "reunir-se e tratar abertamente sobre a maneira de conduzir antidemocraticamente uma escola, ao passo que os professores quando questionam         as arbitrariedades impostas pelos governos, logo, são tachados de delinquentes, subversivos “desconstrutores” do projeto coletivo. A repressão faz o professor começar a entender que as leis são ditadas em benefício exclusivo dos ricos para naturalizar a barbárie, o professores passam a observar também quem são aqueles que equivocadamente  defendem os interesses do governo, que tenta “tapar a boca do povo trabalhador” que silencia o trabalhador para que não  exprima suas necessidades. O professor também percebe nesse momento que a classe trabalhadora deve necessariamente arrancar o direito de greve, o direito de participar numa assembleia popular representativa encarregada de promulgar as leis e de velar por seu cumprimento.
Por sua vez, o governo compreende muito bem que as greves abrem os olhos dos professores, razão por que tanto as teme e se esforça a todo custo para sufocá-las quanto antes possível. Nesse sentido, durante cada greve cresce e desenvolve-se nos professores a consciência de que o governo é seu inimigo e de que a classe trabalhadora deve preparar-se para lutar contra ele pelos direitos do povo.
Assim, as greves ensinam os professores a unirem-se, as greves fazem-nos ver que somente unidos podemos aguentar a luta contra os patrões e governos, as greves ensinam os professores a pensarem na luta de toda a classe trabalhadora contra toda a classe patronal e contra o governo “autoritário” e policialesco.
“desconstrutores” do projeto coletivo. A repressão faz o professor começar a entender que as leis são ditadas em benefício exclusivo dos ricos para naturalizar a barbárie, o professores passam a observar também quem são aqueles que equivocadamente  defendem os interesses do governo, que tenta “tapar a boca do povo trabalhador” que silencia o trabalhador para que não  exprima suas necessidades. O professor também percebe nesse momento que a classe trabalhadora deve necessariamente arrancar o direito de greve, o direito de participar numa assembleia popular representativa encarregada de promulgar as leis e de velar por seu cumprimento.
Por sua vez, o governo compreende muito bem que as greves abrem os olhos dos professores, razão por que tanto as teme e se esforça a todo custo para sufocá-las quanto antes possível. Nesse sentido, durante cada greve cresce e desenvolve-se nos professores a consciência de que o governo é seu inimigo e de que a classe trabalhadora deve preparar-se para lutar contra ele pelos direitos do povo.
Assim, as greves ensinam os professores a unirem-se, as greves fazem-nos ver que somente unidos podemos aguentar a luta contra os patrões e governos, as greves ensinam os professores a pensarem na luta de toda a classe trabalhadora contra toda a classe patronal e contra o governo “autoritário” e policialesco. 

Contra a Reforma da Previdência - Grande assembleia organiza a greve do dia 15 de março



Mais de trinta mil professoras e professores participaram na tarde de quarta-feira, 8 de março, da assembleia estadual da categoria, que aprovou medidas para organizar a participação na greve nacional da educação, convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, com início no dia 15 de março.
Nesta data, será realizada uma nova assembleia na Praça da República que deliberará sobre a continuidade ou não da greve e os próximos passos do movimento. Após a assembleia, as professoras e os professores sairão em caminhada para participarem do ato unificado das centrais sindicais contra a Reforma da Previdência e em defesa dos direitos dos trabalhadores.
Combinando a pauta nacional, questões gerais e os temas específicos da categoria no estado de São Paulo, a assembleia ocorreu numa data simbólica: o Dia Internacional da Mulher. Esta data adquire grande significado pelo fato do magistério paulista ser composto por 84% de mulheres e por serem as professoras as mais atingidas pela Reforma da Previdência, que propõe unificar a idade mínima para a aposentadoria de mulheres e homens, desconsiderando que elas cumprem dupla ou até tripla jornada de trabalho, como profissionais, donas de casa e mães.
Contra o machismo
e a misoginia
Por isso, a assembleia teve início com uma homenagem à luta das mulheres. Após a atividade da categoria, todas/os se dirigiram em caminhada até o centro da cidade, onde se encontraram com vários movimentos de mulheres e seguiram para a sede da Prefeitura de São Paulo. A APEOESP também denunciou o machismo que ainda persiste e a misoginia, que atinge determinados homens, desenvolvendo aversão às mulheres, sobretudo aquelas que se destacam profissionalmente ou como lideranças. A misoginia provoca abusos, agressões verbais e físicas e até assassinatos de mulheres e deve ser combatida.
Organização da greve
A assembleia, assim como a reunião do Conselho Estadual de Representantes (CER), que ocorreu pela manhã, assumiu como tarefa central a organização da greve, para que seja forte, representativa e contribua efetivamente para a conquista das reivindicações. Desta forma, foram aprovados os seguintes encaminhamentos:
1. Os principais eixos de luta são:
 Contra a Reforma da Previdência, que acaba com o direito à aposentadoria dos trabalhadoGrande
assembleia organiza a
greve do dia 15 de março
Secretaria de Comunicação
res e trabalhadoras, prejudicando fortemente as professoras. Repudiamos esta reforma e não admitimos que sejam apresentadas emendas ao projeto do governo.
 Por reajuste salarial imediato rumo à aplicação da Meta 17 do Plano Estadual de Educação (equiparação salarial com as demais categorias com formação equivalente)
 Pelo currículo máximo no ensino médio – contra a retirada de disciplinas (currículo mínimo). Por educação de qualidade em todos os níveis.
 Contra o golpe, contra a retirada de direitos, contra os retrocessos.
2. 15 de março – 14 horas - assembleia estadual – Praça da República – deliberar pela continuidade ou não da greve.
3. 13 de março – visitar escolas – dialogar com professores, estudantes e pais sobre a Reforma da Previdência, situação da escola pública, reivindicações e greve. Debater com a categoria a continuidade ou não da greve.
4. 14 de março – realizar assembleias regionais para debater continuidade ou não da greve e demais questões da campanha. Trazer posicionamento no CER e assembleia de 15 de março.
5. Realizar manifestações regionais e panfletagens. Utilizar carros de som, com gravação a ser encaminhada pela Sede Central às subsedes.
6. Realizar atividades nas regiões e nos aeroportos pressionando os deputados federais para que rejeitem a Reforma da Previdência.
7. Realizar consulta popular sobre a Reforma da Previdência, em período a ser definido. Materiais serão encaminhados pela Sede Central.
8. Trabalhar para que se realize uma plenária das categorias em luta.
9. As subsedes devem organizar fundos de greve nas escolas e nas regiões com atividades culturais, feiras, mostras, saraus e outras. Convidar artistas das regiões que possam colaborar apresentando-se voluntariamente em shows para arrecadação. A Diretoria fará contato com artistas renomados para shows e atividades centralizadas.
10. Convocar reunião do Grito pela Escola Pública de Qualidade no Estado de São Paulo.
11. Propor a realização de um Dia Nacional de Mobilização em Brasília.
12. Realizar Dia Estadual de Luta com os estudantes.
13. A APEOESP ingressará com ação judicial por reajuste e isonomia salarial. Rejeitamos a retomada da política de abonos para regularização da defasagem salarial de PEB I em relação ao piso salarial profissional nacional. Queremos salário, não bônus, abonos e gratificações.
14. Reeditar a cartilha da previdência e a carta aberta aos estudantes, aos pais e à população.

Fonte: http://www.apeoesp.org.br/

MEOB - MOVIMENTO DE EDUCADORES ORGANIZADOS PELA BASE - Assembleia de Professores - 08.03.2017

MEOB - MOVIMENTO DE EDUCADORES ORGANIZADOS PELA BASE 
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